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domingo, 3 de junho de 2012

Um Cão Andaluz [Nina Goulart] #2Nina Goulart


http://www.zappinternet.com/video/danPvuMpaX/Un-chien-Andalou-1928
Um Um Cão Andaluz (1928) é um curta-metragem de 16 minutos, da autoria de Luís Buñuel e Salvador Dalí, tido como o maior representante do surrealismo no cinema. É difícil escrever um sinopse para este filme,  ele rompe totalmente com a narrativa tradicional do cinema: as atitudes dos personagens e a ordem das cenas não obedecem à nossa lógica cotidiana, mas à lógica dos sonhos. Nele, as noções de tempo e espaço são constantemente subvertidas, jogando com a expectativa de quem assiste e desafiando sua racionalidade. Enquanto se assiste ao filme a sensação é de confusão e incômodo parece o tempo todo há um empenho em não corresponder às expectativas no espectador e deixá-lo num estado estranhamento. Um empenho muito bem sucedido, posso dizer, pois tive a oportunidade de experimentar a surpresa de qualquer desavisado que vê o filme por acaso, sem se informar a respeito. Sendo assim, meu primeiro contato com a obra em questão não foi exatamente frutífero ou significativo, fiquei bastante perplexa e não fiz grandes esforços para assisti-lo até o final. Foi durante o curso ministrado por Eduardo Peñuela Cañizal, no Palácio das Artes,  que pude começar a entender do que se tratava. A partir das diversas interpretações propostas pelo professor que consegui atribuir algum sentido ao filme, que é o que sempre procuramos fazer com qualquer objeto, independentemente do escopo artístico ou do conteúdo poético – na verdade, talvez estes sejam traços ainda mais convidativos a serem desvendados.  No próximo post compartilharei algumas de minhas impressões acerca do filme.
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terça-feira, 15 de maio de 2012

Carandiru [Celton Oliveira]#2


O cinema Brasileiro do século 21
parte 2
 Carandiru

No post de hoje vou falar de outro sucesso do cinema nacional , o  filme  “Carandiru” responsável  por  levar um  público  de mais 4.693.853 a  salas  de  cinema  de  todo  brasil.
O filme   é   mais uma  pérola do  cinema  brasileiro lançado  em  2003  obteve  grande  sucesso,  apesar  de  sua  narrativa  não  tratar de uma história  bonita daquelas que  causam um sentimento  de bem  estar e  alivio ao  sair  do  cinema, muito  pelo contrário,  o  filme  nos  narra o  cotidiano  dos internos do maior  presidio  da  américa  latina,  só por  aí já  dá pra  ter  uma  ideia do  que  esperar .

O sucesso desse filme retoma mais  uma  vez  um modelo  de  sucesso do cinema  nacional, assim como  seu antecessor o  filme “Cidade  de  Deus”,  “Carandiru”  também  é  um  filme  baseado  em   uma  obra  literária.
Apesar do sucesso assim  como  o que  acontece com o  filme  "Cidade de Deus" o  filme está rodeado de  polêmicas em  torno de  suas cenas,muito fortes  e  verossímeis, a cerca  do cotidiano dos detentos.O que  pode  causar certo desconforto  aos  espectadores menos preparados para  lidar com  a  realidade abordada pelo filme, porém  o  filme consegue  dentro  de  todo esse ambiente  conturbado lidar com  questões como romance, drama familiar e compaixão, surpreendendo-nos a medida que nos  convida a conhecer um pouco  mais  de  alguns  de  seus personagens.
O filme alcançou tanto  sucesso  que  foi  escolhido  para  representar  o  brasil  no  Oscar  de  2004,  mas não  chegou  a  concorrer o  Oscar  desse  ano,  porém  teve  como desdobramento uma  serie  de  televisão  chamada “ Carandiru  outras  histórias” , transmitida   em  2005 pela  globo, também  tida  como  uma produção  de  sucesso .

O  filme  se  baseia  na  obra  do Dr. Drauzio Varella “Estação Carandiru” , onde  o  médico  narra sua  experiência  com  trabalho  voluntário que  realizou  no  presidio, na  prevenção  de AIDS e  as pessoas  que  conheceu  durante  a  realização desse trabalho.

O Filme é uma produção da  HB filmes em  parceria   com  estúdio  Globo filmes,  com direção  de  Hector Babenco e  distribuição  pela Columbia Pictures.

 Se você ainda  não  assistiu , não  perca  tempo vale  apena  conferir.


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segunda-feira, 14 de maio de 2012

Capricho: até o começo do meio - Ana Luiza Pio #2

Década de 50-60


A Capricho nasceu numa sociedade controversa: em 1952, ao mesmo tempo em que se dava lugar a várias novidades e começava a se configurar um pensamento mais livre, cheio de questionamentos relacionados ao papel da mulher na sociedade e a busca de mais inclusão, o cenário social também era permeado de estereótipos e conservadorismo que teimavam em querer ditar o comportamento da jovem mulher brasileira, principalmente através dos meios de comunicação.

 
Sendo produto da época, a Capricho também não escapa a esse padrão.


Mas a partir da década de 1970, já se pode ver diferenças significativas nas capas da Capricho, que, apesar de continuar tendo fotonovelas como um foco da revista, também passa a apresentar chamadas de assuntos como moda e sexo, direcionadas especificamente para o público adolescente. Essas mudanças condizem com o contexto da época, que era de exploração, de permissão e de descobrimento da liberdade e de suas consequências.

Década de 70
Década de 70




















Mesmo já se vendo vestígios de maior abrengência e liberdade nas revistas de 1970, a partir da reformulação de 1982 é que se firma realmente a linha editorial da Capricho e ela se distancia da fotonovela (que deixa de publicar no final de 1982) e se estabelece como uma revista da jovem “antenada”: traz notícias de famosos, dicas de exercícios, matérias reflexivas que abordam problemas de auto estima, dicas para manter a forma e as tendências da moda; além dos ocasionais brindes a que as leitoras poderiam concorrer.


Esse foi apenas o começo do longo percurso que a Capricho percorreu das fotonovelas de 1952 às mãos das adolescentes do século XXI.









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