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sexta-feira, 22 de junho de 2012

Cidade de Deus: um turismo não planejado [Milton Guimarães#5]




Encerrando as postagens sobre a temática do turismo cinematográfico, buscarei nesta ultima postagem analisar como filmes, que não possuem um enfoque turístico, podem gerar diferentes percepções  a partir de sua produção.               
Um filme que assisti recentemente foi “Cidade de Deus”. A produção de 2002, conta com a direção de Fernando Meirelles e narra a vida de um rapaz chamado Buscapé, e seu sonho de ser fotógrafo em meio ao ambiente marcado por violência e corrupção humana. O filme conduz à uma demonstração forte e profundada da violência na favela e como os moradores dali lidam com isso. É importante ressaltar que muitas cenas conseguem chocar o espectador, já que, o roteiro possui um embasamento na narrativa de cenas violentas e bastante dramáticas.
            A favela é apresentada como um cenário de muita violência e que dificilmente conseguiria atrair a atenção de turistas para a visitação desses locais. Mas, diferentemente do que se imaginava, logo após a estreia de “Cidade de Deus” no exterior, a fama da favela carioca aumentou e a percepção turística que não era esperada pelos produtores do filme e por políticos cariocas, acabou acontecendo. E assim o governo decidiu abrir as portas das favelas para visitações de cunho turístico.
            Mas o que faz estrangeiros visitarem estes locais é uma questão relevante, já que, por ser um cenário de miséria e violência, os atrativos são mínimos. Para a autora do livro “Gringo na lage”,Bianca Freire Medeiros, o turismo em favelas, mais conhecido como turismo de miséria, consegue chamar a atenção de turistas de regiões como Europa e América do Norte, porque os índices de violência das favelas são muito maiores do que os países desenvolvidos onde vivem os turistas. Com isso, o estrangeiro sente-se desafiado a conhecer esses locais para entender a vida dos cidadãos apresentados no filme “Cidade de Deus”.

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segunda-feira, 11 de junho de 2012

"Austrália" um épico para o turismo [Milton Guimarães #4]


        Analisar a potencialidade do Turismo cinematográfico não é tarefa fácil e um dos filmes que analisei recentemente foi a produção "Austrália" do diretor Baz Luhrman. O filme conta a história de uma aristocrata inglesa que precisa salvar um rebanho de bois na Austrália e ajudar um garotinho a encontrar a família,mas durante o percurso, acaba se apaixonando por um vaqueiro.
Além de uma boa narrativa, o filme não foi feito apenas para apresentar uma história romantica, mas o governo Australiano investiu 130 milhões de dólares na produção, pois tinha como o foco aumentar o número de turistas, para que assim a economia do pais pudesse alavancar.
Assistindo ao filme é possível observar que o intuito dos produtores era de tornar "Australia" um épico, já que, a narrativa mostra uma Austrália frágil diurante a segunda Guerra Mundial, mas que conseguiu se manter poderosa o bastante para se tornar um pais desenvolvido. As imagens espetaculares, e o conjunto de cenários sobre a realidade da natureza australiana impressionam e dão uma grande expressividade sobre uma Austrália revigorante, paisagística, e real.
Porém, o sucesso de arrecadação não foi tão expressivo como o governo e os produtores imaginavam. Nos EUA, onde o público cinematográfico é o maior do mundo, o filme foi um fracasso nas bilheterias e não chamou a atenção dos americanos que continuaram a arrecadar fundos aos filmes nacionais.
  Muitos críticos apontaram este fracasso nos EUA como uma amostra de xenofobia, outros acreditam que isso ocorreu pois a narrativa de "austrália" não foi interessante o bastante para causar curiosidade nos espectadores. Mas mesmo com todo o fracasso, pode-se observar que "Australia"  foi um filme bem produzido e apresentou o país de maneira saudável, buscando provocar o interesse em futuros turistas com sua abordadem épica e romantica.

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segunda-feira, 28 de maio de 2012

Nova Iorque, um cenário turistico [Milton Guimarães #3]


   Grande parte dos filmes tem como cenário cidades famosas que conseguem captar a atenção do espectador. E nos filmes norte americanos isso não é diferente.È o caso da cidade de Nova Iorque que sempre é palco de incríveis histórias e roteiros que conseguem prender a atenção dos indivíduos que consomem filmes.
   Situada no nordeste dos EUA, a cidade de Nova Iorque chama a atenção por ser o coração econômico estadunidense e por ser conhecida como a capital da cultura mundial.
   Nova Iorque consegue ser uma cidade com enorme aglomerado cultural e chama a atenção de diferentes pessoas por seu aspecto consumista conferida como centro do capitalismo norte americano. Mas não podemos deixar de observar que o cinema contribui muito para esta imagem.
   São inúmeros os filmes onde Nova Iorque é palco de histórias que vão desde o romance até mesmo ao terror. E, em cada uma das narrativas, a cidade consegue tomar diferentes identidades, já que, sendo multicultural, possuindo um enorme fluxo de pessoas, e mantendo as quatro estações do ano bem definidas, a metrópole torna-se não apenas uma cidade do território dos EUA, mas um referencial de identidade dos norte americanos e um marco no avanço da política, da economia, da vida social e é claro do turismo.
   Porém é necessário observar que não são apenas estes aspectos que tornam a cidade de Nova Iorque conhecida em todo o mundo. Os pontos turísticos ali presentes também confortam os olhos de quem deseja visitar essa famosa cidade. E é isso que torna Nova Iorque um interessante ponto de referencia no mundo globalizado. Observando as formas como o cinema conseguiu captar a vida e a cultura da cidade, percebemos que, ao vermos fotos de Nova Iorque reconhecemos rapidamente que se trata do coração econômico dos EUA, pois estamos habituados com a sua imagem e isso nos faz querer conhecê-la através de um outro ângulo, o ângulo do real, da experiência, tornando-nos possíveis turistas rumo à experimentação de um “mundo distante” que consegue ser ao mesmo tempo um “mundo próximo” graças ao cinema.      
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domingo, 13 de maio de 2012

“Turistas” : atração ou repulsão? [Milton Guimarães]#2





Analisando e estudando mais sobre as maneiras como a mídia sugere lugares e proporciona uma nova abordagem para o campo do turismo, decidi buscar um diferente ângulo sobre como o cinema pode interferir na escolha do espectador (o futuro turista) no lugar em que ele deseja viajar.

Quando imaginamos ou assistimos a um filme com conteúdo turístico e que busca causar o interesse de espectadores em viajar e conhecer novos locais, imaginamos produções cinematográficas de elevado custo com uma temática romântica e que tem como fundo paisagens deslumbrantes que consiga, de alguma forma, chamar a atenção dos mais diferentes espectadores.

Porém nos esquecemos que também existem filmes que podem causar repulsa do espectador em visitar determinada localidade. Um dos filmes que assisti recentemente e que me fizeram entender um pouco mais da relação cinema e turismo foi “Turistas”. O filme de 2006 conta a história de estrangeiros que decidem vir ao Brasil em busca de diversão, porém ao chegarem aqui são seqüestrados por uma gangue especializada em extração de órgãos humanos, tornando a viagem um inferno na vida destes turistas.

Na época de seu lançamento no Brasil, o filme teve uma enorme repercussão, e causou certa indignação dos brasileiros que viram a imagem do país sendo manchada no exterior. É claro que é necessário entender que o Brasil possui problemas sociais que foram abordados no filme, entretanto, em alguns aspectos, a produção exagera ao criar um ambiente onde clichês e estereótipos sobre o país são usados de forma abusiva não correspondendo à nossa realidade.

Mesmo assim é importante ressaltar que de alguma forma, a abordagem cinematográfica é capaz de influenciar e sugerir locais aonde pretende-se ou não visitar, e nesse caso, “Turistas” consegue assustar  quem pretende conhecer o Brasil.  



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segunda-feira, 30 de abril de 2012

Sugestões de Turismo oferecidos pelo cinema [Milton Guimarães]#1


Durante minhas pesquisas sobre as formas de sugestão de turismo exibidos pela mídia, desenvolvi um percurso para o entendimento da força midiática e como ela influencia na escolha do individuo sobre o local para onde ele pretende viajar. A princípio meu trabalho estava voltado a entender e analisar as maneiras como diferentes locais e culturas são abordados em filmes e dessa maneira conseguem captar a atenção do espectador que possivelmente buscará visitar a localidade que esteve em questão na produção cinematográfica. Porém durante minhas pesquisas encontrei textos que explorando estas mesmas idéias, buscam inicialmente transcorrer a maneira como os indivíduos são influenciados pelo discurso cinematográfico e se identificam com os filmes e com seus personagens. Em um dos trabalhos lançados pelo Intercom- Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares em Comunicação, sobre Turismo, Pós-modernidade e Mídia, o autor descreve que “As relações entre o indivíduo e a sociedade foram alvo de uma mediatização generalizada no decurso da qual a construção de imaginários, a formulação de normas e a consolidação de visões de mundo dependem cada vez mais da presença de órgãos de comunicação social”, demonstrando que os indivíduos não possuem apenas a características de buscarem a experiência do filmes com o turismo, mas que a mediatização foi capaz de trabalhar a o imaginário das pessoas e principalmente em sua relação com o cinema.


 Com isso comecei a observar as formas na qual os discursos são desenvolvidos no cinema e pude analisar as maneiras como as relações pessoais são construídas pela mídia e que afetam profundamente outros fenômenos como o turismo que se desenvolve a passos largos graças às inovações cinematográficas concebidas em favor da generalização mediática descrita pelo autor supracitado.


 Além disso o autor mostra que um dos indícios que fazem com que mídia e turismo possuam uma relação de complemento, é na maneira como a sociedade globalizada construiu um fascínio pela vida do “outro”, ou seja, aquele indivíduo participante de outra cultura e que não possui os mesmos costumes do turista que ,desta maneira, busca conhecer e entender a vida e os costumes do “outro” além das telas do cinema, para que desta forma, possa saciar a curiosidade em obter um conhecimento sobre a maneira de viver dos indivíduos de outras culturas.

 Com isso tenho buscado desenvolver mais estudos sobre mídia e turismo entendendo as relações entre o cinema e as pessoas e como através desta relação o fenômeno turístico tem sido desenvolvido.
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