Mostrando postagens com marcador #3. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador #3. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Um novo olhar sobre o Duelo [Rodrigo Andrade] #3





            Nas últimas quinzenas, encontrei tantas dificuldades no decorrer do meu plano de trabalho que tive de reformulá-lo quase que por completo, modificando um pouco o foco, porém mantendo o mesmo objeto de estudo. Meu grande interesse no Duelo de MCs, sua importância pro cenário cultural de Belo Horizonte e a sua riqueza como movimento popular me fizeram mantê-lo nesse novo tema, e de agora em diante analisarei o papel do Duelo como meio de comunicação e expressão popular e o modo como é retratado pelas mídias.
            Grande parte do material que obtive nas semanas anteriores eram referentes ao Duelo e ainda poderei utilizá-lo em parte. Muitas das referências ainda serão mantidas, principalmente o blog e os vídeos no Youtube, mas agora procurarei novas referências bibliográficas que possam me ajudar a identificar a ressaltar a relevância do movimento. O vídeos no canal Clube de Cinema Fora do Eixo referentes ao Duelo e o documentário “Mestres do Viaduto”, que teve sua estreia na última sexta-feira, também serão incluídos como referências. Continuarei visitando o Duelo nas sextas-feiras, mas com um novo enfoque, não tanto na construção e no surgimento do movimento, mas em como ele firmou-se como um palco aberto para a livre expressão e manifestação artística e como exerce esse papel até os dias de hoje.
Leia Mais >>

domingo, 3 de junho de 2012

Um Cão Andaluz [Nina Goulart] #3Nina Goulart


De acordo com a biografia de Buñuel, a idéia do filme nasceu num encontro com Dalí, a partir de sonhos de ambos. Ele relata que havia sonhado com uma nuvem fina cortando a lua e uma navalha fendendo um olho. Dalí, por sua vez, sonhou com uma mão cheia de formigas. Surgiram desta inspiração duas das cenas mais marcantes da obra, simuladas com um realismo impressionante, principalmente considerando-se as limitações técnicas da época. Estas duas cenas geraram as interpretações mais diversas, das quais tratarei, ainda que superficialmente, neste post. Várias nos foram apresentadas durante a palestra, outras encontrei em livros ou artigos na internet.
Acerca da cena das formigas, li de diferentes fontes que poderia haver uma referencia à expressão francesa fourmis dans les paumes, que significaria “grande vontade de matar”. No entanto, achei interessante a interpretação de Peñuela, que acredita ser uma referencia à prática da masturbação e a repressão da sociedade em relação à sexualidade, idéia que estaria presente de uma maneira geral no curta e em toda a obra de Buñuel, que retomarei nos posts seguintes.
A cena da navalha possui algumas interpretações curiosas, como as de viés psicanalítico, que a descrevem como uma representação metafórica do ato sexual. A perspectiva que mais me atraiu, no entanto, foi a que associa esta cena ao contexto de realização do filme, que seria uma alusão ao próprio trabalho de direção/edição, mais especificamente ao caráter artesanal do corte na edição linear. Nesta mesma linha entra também a leitura de que o próprio Buñuel, que empunha a navalha no filme, procura abrir os olhos do espectador, de uma maneira bastante hostil, uma metáfora que poderia expressar a obra como um todo.
Leia Mais >>

sexta-feira, 1 de junho de 2012

2 Filhos de Francisco [Celton Oliveira] #3


Cinema Brasileiro do século 21

parte 3

2 Filhos de Francisco






Romance  em voga no cinema  nacional, ”2 Filhos de Francisco” mostrou a que veio, com seu sucesso estrondoso de  bolheteria,alcançando status de  sucesso já nas  primeiras  semanas  de  exibição, o filme  obteve  a  marca 5.319.677 em sua temporada nas  grandes  salas  de  exibição  em  todo pais.
Desta vez o  roteiro  para  o  romance é uma  adaptação da  história  de  uma  das  duplas  sertanejas mais  conhecidas  de  todo brasil, Zé de Camargo e Luciano.

O filme  com  grande  apelo as  camadas  mais  populares  da sociedade  Brasileira, cumpre  com  louvor  essa  função  e  transcende  as  espectativas. Desta  vez  nada  de  muita  polêmica , o  filme  vai  ganhando grande dimensões apartir  da  competência  em  tranformar   a  história  de seus dois  protagonistas quase  que  em um conto  de  fadas.
Com um trabalho  de produção   exemplar  e um roteiro  muito  bem estruturado, o  filme  encanta não  só  pela  narrativa, mas  também por  sua  qualidade  técnica.
Esse filme marca  também  a  estreia de Breno  Silveira como diretor  de  longas,  e  que  estreia.
O longa obteve 12 indicações ao  Grande  prêmio Cinema Brasil de 2006 e  foi  premiado  em  4 categorias , também obteve 2  indicações , melhor filme e melhor diretor  no  prêmio ACIE- Associação de Correspondentes de Imprensa Estrangeira , no mesmo ano o filme também  foi preimiado  em 4 categorias no prêmio Contigo de Cinema.

O longa não  fica  preso apenas  ao universo  sertanejo , o  que  considero  um  dos  grandes acertos desta produção, que  nos  diz com simplicidade do  que á de  mais  comum na  vida  das  celebridades  retradas, resaltando    valores   como  humildade, perseverança e  familia.

O filme  é uma  produção da  Conspiração Filme com apoio  da Globo Filmes , lançado  em  agosto  de  2005 .
Se você ainda não assistiu vale apena conferir .






Leia Mais >>

segunda-feira, 28 de maio de 2012

A relação entre Jornalismo Participativo e Moda, em especial nos sites de street style [Bruna Martins] #3


Stockholm Street Style é um site fácil de acessar: O design é limpo e as fotos enormes, deixando bem claro qual é o foco dos posts. Todos os dias são publicadas uma média de três fotos, sempre diversas. Algumas vezes a pessoa fotografada obviamente chamou a atenção nas ruas, mas em outras não – e o legal é observar que detalhes mereceram o clique.
Caroline Blomst, ex-modelo e blogueira do Carolines Mode, e Daniel Troyse, seu namorado e fotógrafo, agora têm como esta sua profissão: Viajam o mundo (já vieram parar até aqui no Brasil) fotografando a moda de rua.



Abaixo, algumas partes de uma entrevista que Caroline deu em sua visita à Austrália, no ano passado.  Entrevista para Jade Leopoldo, disponível aqui.

JL: Parece que você tem o melhor trabalho do mundo, mas tudo o que queremos saber é como você caiu no mundo dos bloggers de moda.
CB: Bom, nós começamos o site em 2005, mais ou menos seis anos atrás. Na Suécia, naquela época, a cultura de blogs tinha acabado de começar e crescer e era a conversa da cidade. Todos estavam sempre perguntando, “você tem um blog?”. (...) Começou como um hobby e cresceu rapidamente!

JL: Falando mais seriamente – o quão importante você acha que os blogs são para os designers de moda? É melhor do que a tradicional propaganda impressa?
CB: Absolutamente. Tem sido mais lento, você pensaria que as propagandas teriam aparecido muito mais rápido porque, basicamente, é imprensa grátis. (...) Eu acho que, lentamente, mais coisas estão se movendo para os blogs.

JL: Okay, de volta para as coisas divertidas – o que você procura quando está tirando fotos na rua?
CB: É um fator “it”, talvez alguém tem um sorriso perfeito ou uma camiseta perfeita ou apenas alguma coisa na moda que chama a atenção.É mais sobre as roupas do que sobre as marcas e nós tentamos realçar a garota comum, não apenas modelos e editores.


Leia Mais >>

A Revista da Gatinha [Ana Luiza Pio] #3

A partir de 1985, a revista Capricho passa por modificações em seu público alvo, passando a ter um público mais novo e mais restrito: em 1985, foi definido de 15 a 22 anos e em 1989, de 12 a 19, distando um pouco de seu público anterior, que era de 15 a 29 anos. Nessa época foi adotado o slogan de “revista da gatinha”, que serve para integrar esse novo público alvo.  



É engraçado notar que apesar da revista trazer uma redução da faixa etária de seu público, a sexualidade continua como um assunto de forte interesse e manifesta até mesmo uma ampliação de abordagem, lidando com aspectos mais pontuais da vida sexual, como as DSTs (a AIDS, nessa capa específica) e a necessidade do uso da camisinha.



A revista passa a publicar reportagens que se propõem a esclarecer dúvidas e a lidar com as consequências da vida sexual ativa, fugindo do questionamento a respeito do seu início.








Na entrevista à direita, feita com Rodrigo Santoro e Luana Piovani, por exemplo, pode-se ver que são abordados (ainda que rasamente) de liberdade no âmbito de relacionamentos, falando sobre a menina tomar a iniciativa e perguntando sobre lugares em que o casal já fez sexo, ainda que não obtendo resposta direta nessa segunda questão. 
















Nessa época a Capricho passa a esboçar essencialmente o formato que segue até os dias de hoje, direcionando as matérias para o público adolescente e focando na abordagem e proposta de solução de suas “neuras”. A aproximação da faixa etária é clara no uso da linguagem e adoção do slogan, que mostram a prevalescência do coloquialismo. Apesar dessa “simplificação” da abordagem, é possível observar que a revista se propõe a introduzir temas de reflexão às leitoras, também abordando temas como auto estima no relacionamento e estupro.

Leia Mais >>