segunda-feira, 30 de abril de 2012

Uma viagem inesperada: a concepção de Harry Potter. [Adélia Oliveira] #1


 Quem vê todo o sucesso da saga Harry Potter, não imagina quantas portas se fecharam até que uma fosse, definitivamente, aberta e a história do bruxo mais conhecido do planeta, pudesse se propagar por centenas de países.Reza lenda que a autora J.K.Rowling enfrentou, nada mais, nada menos, do que 12 rejeições de editoras distintas, até que conseguisse ver o seu livro nas estantes das livrarias. A justificativa perante as recusas apresentavam um motivo comum: a saga era extensa demais para o público infantil. Mas, devido a insistência da filha do diretor executivo da Bloomsbury - uma pequena editora britânica-, o livro foi publicado em 1997. No decorrer dos anos seguintes, os livros da saga foram traduzidos para 64 línguas e foram vendidas cerca de 400 milhões de cópias ao redor do mundo.


   

  A história do bruxo Harry Potter foi concebida em 1990, quando J.K.Rowling estava em uma viagem de trem, indo de Manchester para Londres, e a ideia da saga simplesmente surgiu em sua cabeça: ” O engraçado é que Harry veio a minha mente quase inteiramente formado – eu o vi muito, muito claramente; eu podia ver esse pequeno garoto magricela de cabelos negros, essa estranha cicatriz na sua testa, eu soube instantaneamente que ele era um bruxo, mas ele não sabia disso ainda.”,afirmou a autora em uma entrevista ao The Connection,em 12 de outubro de 1999.

 A partir dessa viagem, a autora escreveu incessantemente, durante cinco anos, o primeiro livro da série, o qual teria o nome de “Harry Potter e a Pedra Filosofal” e seria sucedido por mais seis livros, que já tinham traços formados e interligados desde o princípio, como foram apresentados no decorrer da série.
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O impacto da mídia no julgamento social de crimes [Marina Dayrell] #1

                                           
                                           (BRICKMANN, Carlos)

Duas mães procuraram a polícia com a suspeita de que seus filhos haviam sofrido abuso sexual.A partir daí, concretizou-se, passo a passo, a barbárie noticiosa:
                          Jornal TJ Brasil - SBT

                         Britto Jr. - Rede Globo

                         Mãe de uma das "vítimas"
Como estipulado em meu plano de ação, para realizar a análise do tema proposto, realizei a leitura do livro Caso Escola Base: Os abusos da imprensa, de Alex Ribeiro. A obra visa não só apresentar esse caso midiático, mas sim, evidenciar, através do estudo minucioso do “crime”, as atitudes antiéticas e abusivas cometidas pelos meios de comunicação.
Os cinco primeiros capítulos que compõem a obra embasam o conteúdo abordado na primeira postagem. Durante a Semana Santa de 1994, uma suspeita de crime ocorreu em São Paulo. No entanto, a euforia, o descuido com as informações e a sede por uma notícia que ocupasse as pautas dos jornais, transformaram a suspeita em um festival de sensacionalismo.
                                         
Envoltos nesse contexto de divulgação sensacionalista, destacaram-se o –hoje extinto- Notícias Populares e os jornais da TV Globo. O primeiro publicou manchetes –escritas com letras garrafais- na primeira página: “Americano taradão ataca na aclimação” e “Perua escolar levava crianças para orgia no maternal do sexo”.
                                        
O impacto de se noticiar um caso que, ao mesmo tempo, ligava e contrapunha “abuso sexual” e “integridade” ocasionou o rompimento de certos jornais com o relato imparcial, levando-os à produção de matérias de cunho partidário. Valmir Salaro, repórter da TV Globo responsável pela cobertura do caso, produziu reportagens extremamente sensacionalistas as quais evidenciavam relatos emocionados e apelativos das mães das supostas vítimas.
                                       
                                       
Após uma série de notícias escandalosas, a imprensa começou a perceber - através dos discursos inconclusivos do delegado responsável pela investigação - que, talvez, as reportagens estavam indo em direção oposta à das provas obtidas. No entanto, muitas acusações explícitas já haviam sido feitas...
                                         
                                         
(Os trechos escaneados foram extraídos do livro Caso Escola Base. Os abusos da imprensa., de Alex Ribeiro)
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Lixo Extraordinário: a necessidade do apelo social [José Henrique Pires] #1


Nesse início da pesquisa as principais descobertas a cerca do produto se deram ao assistir o documentário que é o objeto do projeto. Lixo Extraordinário (2010) trata da obra do artista Vik Muniz, que tinha como propósito utilizar o lixo como material para sua arte, contando com o envolvimento dos catadores que trabalhavam no aterro sanitário do Jardim Gramacho, periferia do Rio de Janeiro.
Aparentemente, Lixo Extraordinário mostra-se como um filme bem-intencionado e socialmente responsável. Mas cenas do documentário permitem de certa forma enxergar fatos externos que alteraram a essência da situação.
Observando bem os diálogos e o comportamento dos personagens, nota-se certa interferência. Os entrevistados se mostram aparentemente tímidos, desconcertados na presença das câmeras e da equipe, as respostas são induzidas pelo artista e produtores de modo que sirvam para endossar o forte apelo social. A espontaneidade, bem trabalhada no documentário “Boca do Lixo” de Eduardo Coutinho, se compromete. Outro ponto é que Vik Muniz, com o projeto de transferir alguns catadores para uma realidade diferente à deles, cria em cada um, uma expectativa e felicidade de acaba frustrando e contrastando com realidade de sentimentos negativos e comportamento pessimista que existe em um lixão.
A realidade social é de fato mostrada, mas as falas e abordagens levam a um questionamento a cerca da naturalidade dos personagens e consequentemente do documentário em geral.

Trailer Oficial de Lixo Extraordinário:


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"It's toasted." [Thaiz Maciel] #1


Foi no início do século XVI que o tabaco, antes encontrado apenas na América, chegou a Europa e ali se popularizou. Já a Publicidade, existe desde a antiguidade, mas ganhou força e importância após a Revolução Francesa. A “história de amor” entre cigarro e propaganda (nos Estados Unidos) começa em 1789, com o primeiro anúncio da Lorillard Tobacco Company em um jornal local de Nova York¹. A partir daí, as propagandas de cigarro tornaram-se cada vez mais presentes na mídia e usaram todas as estratégias de sedução e persuasão possíveis para agregar cada vez mais consumidores. Recorria-se frequentemente à imagem de esportistas, médicos, estrelas de holywood e até bebês para afirmar os benefícios trazidos pelo fumo. Conquistando multidões, o cigarro tornou-se símbolo de rebeldia, sucesso e independência, mas sua época de ouro não durou muito.


As primeiras restrições à propaganda de cigarros surgiram em 1969 nos Estados Unidos, quando foram vetados os anúncios na mídia eletrônica em uma tentativa de reduzir o consumo do produto que, como mostravam as pesquisas, provocava inúmeros tipos de doenças graves e levava à morte. Foi comprovado também que o uso de filtros ou de determinadas marcas que alegavam não causar tosse e irritar menos de nada adiantava. Não sendo mais possível associar o tabagismo a hábitos saudáveis nem valer-se de testemunhos médicos, os publicitários viram-se obrigados a pensar em novas soluções para manter os consumidores das grandes marcas de cigarro.

A série Mad Men, que se passa nos EUA dos anos 60, apresenta muito bem essas dificuldades enfrentadas pelos publicitários para encontrar alternativas viáveis para suas propagandas. O culto ao “American Way of Life” foi um importante aliado nesse período por afirmar a idéia de que os americanos eram livres e não deveriam abrir mão de seu estilo de vida. Como todas as companhias de cigarro passavam pelo mesmo problema com relação à propaganda, a solução foi encontrar diferenciais não mais ligados à saúde, mas que conquistassem a preferência dos fumantes por uma ou outra marca. No caso apresentado pela série, a marca Lucky Strike investe no slogan “It’s toasted” (é torrado) para enfatizar o sabor único desse cigarro, um motivo a mais para consumi-lo.



¹ JAMES, Randy. A Brief History Of Cigarette Advertising. Disponível em <http://www.time.com/time/magazine/article/0,9171,1905530,00.html>
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@Twitter [Larissa Campos] # 1


“What you doing?”,era com esta pergunta inicial que o Twitter procurava estimular o conteúdo das postagens de seus usuários. Este questionamento também refletia o modo de troca e interação que o sistema propunha e oferecia, até então.

Criado em 2006 pela Startup Obvious Group, e em grande ascensão desde 2008, o Twitter caracteriza-se como uma plataforma de postagem de mensagens curtas, unindo características de rede social e blog.
Seu funcionamento consiste basicamente na criação de um perfil na rede, no qual o usuário escolherá sua identificação, que será seguida de um @, e seu avatar, uma imagem que o identificará. A partir de então, o usuário formulará mensagens (tweets) de até 140 caracteres para postar em seu perfil. Para ler tweets de outras pessoas é necessário segui-las (following). Deste modo as mensagens publicadas pelos outros perfis aparecerão na timeline do usuário, que organiza de maneira cronológica os tweets. E, para descobrir quem são seus seguidores, o usuário deverá ir até o indicador followers em sua página inicial.

Com o passar do tempo, o Twitter foi adquirindo um caráter informacional, uma vez que, os tweets não, necessariamente, respondiam a pergunta inicial, mas, diziam a respeito dos acontecimentos, banais ou não, do cotidiano. Desta forma a pergunta inicial mudou para: “What’s happening?”. Atualmente, com suas características já consolidadas entre seus membros, o Twitter abriu mão da pergunta inicial para apenas:“Compose new tweet.”

O Twitter possui diversas funções e ferramentas que ainda serão exploradas nos próximos posts. O vídeo abaixo apresenta algumas delas e explica de maneira irreverente o funcionamento do microblog.


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O cinema da Boca [Augusto Gomes Drumond] #1


Grande parte das pessoas que conheço não sabe muito sobre pornochanchada e muito provavelmente tem uma visão pejorativa sobre o tema. Tudo bem, tudo bem, esse gênero cinematográfico não é muito bem lembrado pela crítica especializada e de certa forma caiu no esquecimento do grande público. A pornochanchada, porém, marcou o cinema nacional, obteve grande sucesso nas bilheterias de todo o país e ficou marcada como um gênero muito próprio e singular.

Mesmo que apresentasse grande diversidade de produção, esse tipo de filme assim ficou conhecido por ser herdeiro da chanchada, estilo bem comum no cinema brasileiro, bem popular entre 1930 e 1960 e que era caracterizado por um humor ingênuo e burlesco. Além disso, os filmes tinham uma pitada erótica. Nada de sexo explícito e muito menos cenas relacionadas com o que hoje conhecemos por pornografia, os filmes eram marcados apenas pela sugestão de que algo “mais forte” iria acontecer.

A força repressora imposta pela Ditadura Militar interferiu diretamente em toda a produção cultural brasileira, e a pornochanchada como maior expressão do cinema da época adequou-se e não transpôs tantos limites, tornando-se sucesso popular. Os filmes eram produzidos, quase em maioria, no reduto da Boca do Lixo, região da cidade de São Paulo que concentrou grande parte dos distribuidores, produtores e exibidores de cinema. Foi ali que nasceu e morreu uma das épocas mais produtivas do cinema nacional. Os filmes eram rodados em poucas semanas e com recursos próprios, oferecendo um bom acabamento artesanal, que garantiu a boa aceitação do público e retorno financeiro.

Veja um trecho da série do Canal Brasil, Boca do lixo: a Bolywood tropical, que conta mais sobre o cinema produzido na época:

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O "Gol" no rádio e na televisão [Pedro Lucas Amim] #1

A transmissão de uma partida de futebol no rádio e na televisão se diferencia bastante principalmente pelo estilo da locução feita pelo narrador. No rádio, o uso de uma narração característica e de uma euforia mais perceptível contrastam com a simplicidade presente em uma locução televisiva, sem generalizações. O que eu quero dizer é que na televisão, na grande maioria das vezes, o narrador se limita a gritar "gol" ao contrário do rádio em que a emoção dos próprios locutores é maior.


Para confirmar essa minha ideia farei uma simples comparação. Um mesmo gol narrado no rádio e na televisão. O jogo em questão é América 2x1 Botafogo pela 35ª rodada do Brasileiro 2011. O gol analisado é o segundo do América que abria 2x0 em cima do Botafogo, com narrações de Milton Leite pela TV (mais precisamente pelo canal SporTV) e Ênio Lima (locutor) e Álvaro Damião (repórter) que transmitiram a partida pela Rádio Itatiaia.


                                                           Gol de Fábio Jr,  na TV

Clique aqui para escutar o gol de Fábio Jr na rádio
Gol de Fábio Jr, na rádio, acessível ao clicar no link acima.


Reparem que Milton Leite se limita a gritar gol e dizer em que contexto o jogo se encontrava após o score americano. Já Ênio Lima, narra o gol com seu peculiar grito "Marcou, Marcou" e se refere ao América como "coelhão", dizendo ainda que o time verde negro apagou o "fogo" do Botafogo. Para completar o repórter Álvaro Damião também usa de bordões próprios como "Aqui não pica pau" e "Mexe, remexe e estremece a nação..." para fazer seu comentário do gol. Isso nos mostra que a locução no rádio abusa de bordões e da irreverência, ao contrário do que ocorre na TV. 


É claro que por não possuir imagens o rádio precisa de uma descrição maior das jogadas, mas por que essa liberdade de criação é tão significativa? Isso é assunto para os próximos posts.

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Jornalismo Participativo [Ana Carolina Fontana] #1

Devido a maior acessibilidade à internet por parte da população, e dentro de uma nova concepção de mídia que permite maior interferência do público, uma prática que se destaca é o jornalismo participativo. A possibilidade de criação de conteúdos jornalísticos por cidadãos que não são profissionais da área, têm chamado atenção e provocado debates por sua relevância social, política e cultural.
A partir de interfaces simplificadas para publicação e cooperação online, popularização e miniaturização de câmeras digitais, utilização de  blogs, fotologs, fóruns, e outros softwares de comunicação interativa, quaisquer pessoas agora têm a chance de ter seus próprios jornais online, de produzir suas próprias notícias, ou então de comentar, editar, ou complementar matérias produzidas por outros cidadãos ou por jornalistas profissionais. 
Todos os noticiários incluem, em alguma medida, a participação do público, e as tecnologias digitais têm servido como motivador para uma maior interferência no processo noticioso. O jornalismo deixou de ser  um domínio exclusivo da indústria e dos profissionais da mídia, e atualmente a  própria mídia também passa a veicular formas de jornalismo participativo, aumentando a visibilidade e importância do público na construção de notícias.

No vídeo a seguir o editor do Correio Braziliense, Paulo Rossi, fala sobre o Jornalismo Participativo e a prática do mesmo exercida pelo veículo:





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domingo, 29 de abril de 2012

A relação entre Jornalismo Participativo e Moda, em especial nos sites de street style [Bruna Martins] #1

É de consentimento geral que o webjornalismo participativo é uma das áreas que mais crescem, atualmente, em Comunicação. Com esta visão, pretendo explorar a moda nesse sentido, focando nos sites de street style, como o título diz. Para isso, analisarei dois sites especializados que têm tido destaque tanto no mercado da moda quanto na internet em geral.

Stockholm Street Style: Criado por Caroline Blomst e Daniel Troyse, nasceu em 2005 com o objetivo de mostrar para o mundo o estilo de Estocolmo, capital da Suécia, e acabou levando o país ao mapa de termos da moda. Caroline, que é ex-modelo, e Daniel, seu namorado e fotógrafo, são agora convidados especiais em fashion weeks de todo o mundo. Curiosamente, eles dizem que tentam não visitarem outros sites, pois sabem que serão inspirados e tentam manter a maior originalidade possível.

Street Style POA: A descrição do site diz: “Nascido sem a pretensão de inovar, mas sim dar conta de uma demanda latente na cidade”. Cumprindo seu objetivo, o site é o maior dos poucos que são atualizados frequentemente no Brasil. Foi criado em 2011 por um time plural (que contém comunicadores, fotógrafos, estilistas e profissionais de outras áreas), o que garante, segundo elas, a imparcialidade das fotos. 

Em paralelo, gostaria de apresentar uma extensão mais descontraída do Projeto: Criei um tumblr interativo de street style. A participação é fácil e todos os detalhes estão disponíveis na página. Pode ser acessado clicando aqui.
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Malhação e juventude [Leonardo Ribeiro] #1

            Em outubro de 1999 estreava “Malhação Múltipla Escolha”, nome dado à segunda fase da novela “Malhação”, exibida pela emissora Rede Globo. O seriado, que já estava no ar desde 1995, não tinha mais como cenário a “Academia Malhação” e sim o colégio “Múltipla Escolha”. É interessante observar que não foram apenas os cenários que se modificaram, mas também o formato do programa. No novo período, o núcleo de personagens da novela passou a ser composto principalmente por adolescentes e os temas apresentados também procuraram seguir este “universo jovem”.  
O objetivo desta postagem é verificar quais foram as temáticas abordadas nas temporadas de 1999 a 2011, e depois fazer uma análise quantitativa dos temas. Estes dados serão utilizados durante a execução da segunda parte do projeto: os grupos de discussão.
O gráfico a seguir foi construído a partir do agrupamento dos temas apresentados nas temporadas da telenovela nas seguintes categorias: amor (considerando apenas amigos ou familiares que se apaixonam pela mesma pessoa, ou o “romance Romeu e Julieta” (filhos de famílias rivais que se apaixonam)), família (conflitos, filhos bastardos), esportes, problemas sociais (preconceito, corrupção, maioridade penal, desigualdade social), saúde (doenças sexualmente transmissíveis, câncer de mama, erro médico, entre outros), sexo (gravidez precoce) e outros.

            É possível observar que o tema “esporte” foi o mais abordado entre as treze temporadas em estudo, estando presente em onze delas em diferentes modalidades. O tema “saúde” foi abordado em oito, “amor” (contendo as restrições da categoria) em sete, “problemas sociais” em seis, sexo (também contendo as restrições da categoria) em cinco e “família” em quatro temporadas.
As categorias para dividirem as temáticas foram baseadas nas divisões apresentadas por MÓDOLO, Cristiane Machado e FREDERICO, Renata Leite Raposo em “Perspectiva histórica e análise quantitativa das principais temáticas do seriado brasileiro Malhação nos anos de 1995 a 2006”. V Congresso Nacional de História da Mídia, São Paulo, 2007.
            Relembre a primeira abertura da fase "Múltipla Escolha":

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O Mário Filho no jornalismo brasileiro [Barbara Mendes]#1


No trabalho vou falar do jornalista Mário Filho (Foto) e de sua importância no jornalismo esportivo. Abaixo um resumo biográfico e alguns temas que irei abordar.
Mário Filho, pernambucano, nascido em 1908, radicado no Rio de Janeiro. Sua família tinha tradição no jornalismo, seu pai Mário Rodrigues foi dono de alguns jornais onde ele iniciou sua carreia no jornalismo. Em 1936 compra o Jornal dos Sports, do amigo Roberto Marinho, iniciando o legado para o jornalismo esportivo do Brasil. Ele rompe com o padrão de jornalismo esportivo da época e introduz inúmeras inovações na cobertura, como quadrinhos, fotos de treinos, linguagem mais fácil, entrevistas com jogadores e dirigentes, etc. Ou seja, "o que era e como era a crônica esportiva antes de Mario Filho? Simplesmente não era, não existia. Sim, a crônica esportiva estava na sua pré-história, roendo pedra nas cavernas.", disse Nelson Rodrigues, irmão mais novo de Mário.

Também foi escritor, "O negro no futebol brasileiro" é sua obra mais expressiva. Mas Mário Filho não fez apenas pelas letras, influenciou de maneira decisiva na construção do futebol no país, como na popularização do futebol, que até meados dos anos de 1930 era um esporte ainda elitista. Além disso, foi dele a voz principal na imprensa para a construção do Maracanã para a Copa de 1950, que em sua homenagem anos mais tarde virou Estádio Jornalista Mário Filho.
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Mensagens Subliminares Multimídia [Nathália Alcântara] #1

"Os anúncios (...)são como pílulas subliminares para o subconsciente,com o fito de exercer um feitiço hipnótico." - Marshall McLuhan
"As mensagens subliminares são técnicas comunicativas ilícitas(...)de forma a possibilitar a expansão do poder político e/ou econômico." - Guilherme F. Neto

Pensar sobre mensagens midiáticas que, sem a nossa percepção consciente, são codificadas no nosso cérebro sempre causou polêmica,espanto e até descrença, e é sobre esse assunto que foco minha análise, baseada no livro "Propaganda Subliminar Multimídia" de Flávio Calazans. Mas pesquisas recentes comprovam que as mensagens subliminares, mensagens que pouco a pouco levam a adesão inconsciente que reforçam o entendimento consciente, existem e funcionam. "Considera-se subliminar qualquer estímulo que não é percebido de maneira consciente, seja porque foi camuflado ou porque se produz uma saturação de informações", explica Joan Férres. Essas mensagens podem ser passadas no cinema, televisão, imagens,softwares,pichações nos muros.. A psicologia apresenta o conceito de subliminar como qualquer estímulo abaixo do limiar da consciência que, não obstante, produz efeitos na atividade psíquica.
A base científica para a subliminaridade é a equação exposta no quadro abaixo:

Tal transmissão multimídia é feita pelo taquicoscópio, um instrumento que pode ser comparado a um projetor de slides que projeta um único slide em 1/3.000 de segundo. Esse slide (imagem ou texto) projetado tão rapidamente é captado pelo subconsciente, não chegando a ativar o consciente. A mensagem então é captada mas não é percebida.
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Análise de propagandas de cunho educativo: Sujismundo - Povo desenvolvido é povo limpo [ Pedro Lucchesi ] #1

                          


        A propaganda analisada nesta postagem foi produzida pela Lynxfilm e exibida em comerciais animados de 60 segundos, entre 1971 e 1972, para a Campanha de Limpeza promovida pelo governo federal intitulada “Povo desenvolvido é povo limpo”. Na época de sua veiculação, o Brasil presenciava a Ditadura Militar, sob o comando do general Emílio Garrastazu Médici. O governo, embora empolgado com o milagre econômico, cometia excessos na repressão aos oposicionistas e abusava de campanhas ufanistas. Procurava passar a ideia de que o Brasil possuía uma população unida e um país desenvolvido, com o intuito de disfarçar a realidade de um governo desgastado e de uma população com alto índice de analfabetismo e subdesenvolvimento.
     A peça publicitária, uma animação, girava em torno de um personagem chamado Sujismundo, que idealizado pelo publicitário Ruy Perotti, tornou-se um dos mais populares da história da propaganda brasileira, a ponto de seu nome virar alcunha para indivíduos sem higiene. A campanha mostrava Sujismundo como um exemplo de sujeito sem responsabilidade social, possuidor de características extremas de falta de higiene, sujeira e bagunça. Como pode ser visto no vídeo, o personagem não tomava banho, vivia rodeado de moscas atraídas por sua sujeira e não se importava com a limpeza das ruas, jogava objetos no chão ao invés de no lixo, sem se preocupar com o espaço urbano, nem com o trabalho daqueles que tornam este mais limpo.
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O pioneirismo e a poética de Humberto Mauro: análise do curta "Brasilianas Canções Populares - Chuá-chuá e Casinha pequenina" [Laís Ferreira Oliveira]#1



“Deixe a saudade formosa, morena. Linda pequena e volta ao sertão”. Expressa  no  curta “ Brasiliana- Canções Populares”- de 1945- , o trecho da canção “Chuá, Chuá” relaciona-se, até hoje, com o conteúdo de músicas  brasileiras. Essa realidade ilustra como a obra de Humberto Mauro correspondeu à proposta do Instituto Nacional de Cinema Educativo – INCE: registrar aspectos da cultura e identidade do país.
Criado em 1936 por Roquette Pinto,  o Ince subsidiou a produção de filmes dirigidos por Humberto Mauro  . Nesse contexto, Mauro desenvolveu uma mise-en-scène condizente à proposta do Instituto; adicionou, porém, elementos poéticos únicos, responsáveis por associá-lo ao pioneirismo na produção de videoclipes e na proeza de demonstrar as delicadezas do cotidiano.
No primeiro caso, a primeira parte do curta “Brasilianas” corresponde à representação imagética da canção popular “Chuá – Chuá”. Marcado por uma sequência de planos rápidos, o trecho ilustra a letra da música por meio de rimas visuais precisas. Destaca-se, por exemplo, a combinação do verso  “beber a água da fonte” com o aparecimento de uma fonte.
Em relação à segunda habilidade de Mauro, destaca-se a representação simbólica dos relacionamentos expressos nas canções. No trecho “Casinha Pequenina”,  a câmera destaca um ramo de gravetos secos logo após o aparecimento de um casal de crianças que o carregara. Assim, revela-se, metaforicamente, o fim do caráter pueril que marcara o relacionamento do casal, o que se relaciona com o verso da canção: “Daquele beijo demorado, prolongado, que selou o nosso amor".
Segue, abaixo, o curta-metragem “Brasilianas – Canções populares”.



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"Infotenimento" no "Furo MTV" [Joana D'Arc Alves] #1


Nesta pesquisa, procuro perceber como casamento entre informação e entretenimento se dá em alguns programas de TV, evidenciando mecanismos usados em cada um para fomentar o “infotenimento”, definido por DEJAVITE (2006, p.62) como “conteúdo editorial que fornece informação e diversão ao leitor e, ao mesmo tempo, constitui uma prestação de serviço”.

Feita breve introdução, analisarei o programa “Furo MTV” do dia 10/04/12:

1) apresentadores Dani Calabresa e Bento Ribeiro em bancada semelhante a de um telejornal, mas comportando-se informal e descontraidamente, fazendo comentários, piadas e brincadeiras entre si o tempo todo. Eles cantam e inventam músicas, brincam de carrinho e costuram como se estivessem aguardando que o programa entrasse no ar, sugerindo o que fazem apresentadores de telejornais no intervalo;

2) divulgação de informações verdadeiras, que são, inclusive, veiculadas nas mídias, como o ranking de corrupção por partido político divulgado pelo TSE, eleição francesa, Charlie Sheen como mestre de cerimônias em festival no Maranhão, mas todas apresentadas de forma humorística, com duplos sentidos e links com outros assuntos;

3) quadro “você não pode dormir sem saber” em que notícias típicas de programas de fofoca são reproduzidas. Há ironia no título do quadro, visto que são acontecimentos sem a menor relevância, limitando-se a eventos esdrúxulos da vida de famosos.

Confira o programa na íntegra:

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Trilhas sonoras: Música, câmera, ação! [ Júlia Morena] #1

          Quando assistimos a algum filme há inúmeros índices do que pode acontecer nas cenas que estão por vir. As trilhas sonoras, por exemplo, podem ser precursoras de cenas de riso, de susto, de tristeza, entre outras. Tudo pode ir mal, a música está desanimadora, porém quando o herói aparece a música muda e a sensação é que pode-se ter esperança outra vez: é só o início de uma nova aventura!
          Normalmente nem percebemos a influência da trilha sonora, mas se fizermos o teste de assistir a um filme sem som, mesmo em uma cena sem diálogo, e depois inseri-lo é incrivelmente notável a diferença e Hans Zimmer, um compositor de trilhas sonoras que atua desde a década de 80 e já trabalhou em inúmeros filmes renomados e líderes de bilheteria, consegue mostrar isso com louvor em seus filmes. Como exemplo temos o filme Piratas do Caribe: O baú da Morte, um filme composto por ação, comédia, drama e suspense. Além disso, é possível perceber as mudanças de trilha de acordo com o tema, a presença de uma trilha principal, uma trilha para o herói e outra para o vilão, enfim o filme é bom demais! Assistam!

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quinta-feira, 26 de abril de 2012

O humor na imprensa escrita: Agamenon e José Simão [Melissa Neves] #1

No Brasil, as publicações humorísticas estão em circulação desde o início do desenvolvimento da imprensa nacional, com a vinda da corte portuguesa para o país. Após o fim da censura prévia, praticada pela família real até 1821, surgiram órgãos informativos independentes do governo, os quais já continham traços de humor em seu conteúdo, mas eram bastante formais.
Só no século XX é que surgiu o primeiro jornal totalmente dedicado ao conteúdo cômico. O Planeta Diário foi criado pelos humoristas Hubert, Reinaldo e Cláudio Paiva, em 1984, os quais, inclusive, já haviam escrito para a revista Cruzeiro. Tratava-se de um humor inovador, que usava do formato gráfico jornalístico para ironizar o cotidiano brasileiro por meio de manchetes falsas. Em suma, a idéia dos autores era utilizar o layout tradicional dos periódicos convencionais para apresentar ironias, elaboradas por paródias, anúncios fajutos e fotos satíricas.
Até 1992 O Planeta Diário foi escrito. Após o fim de sua publicação, Hubert e Marcelo Madureira juntaram-se para escrever a coluna Agamenon no jornal O Globo, aos domingos, seguindo o mesmo caráter cômico. Os textos periódicos continuam como uma atração do Segundo Caderno do  O Globo e apresentam os mesmos jogos de palavras, paródias e fotos inusitadas, sendo, portanto, um fragmento do que foi o tablóide O Planeta Diário nos anos 80. Atualmente, os autores da coluna mantêm também um blog (http://oglobo.globo.com/cultura/agamenon/), com as mesmas colunas publicadas no jornal.
Outra coluna humorística que permanece em circulação é a do José Simão, no caderno Ilustrada da Folha da S. Paulo. Diferentemente de Agamenon, os textos de Simão são publicados todos os dias da semana, exceto na segunda-feira e no sábado. O colunista da Folha produz textos curtos, usando muitas gírias e onomatopéias, ao contrário do que ocorre na coluna do O Globo. Os temas tratados são os mesmos. Política, futebol, celebridades e fatos jornalísticos, de grande relevância nacional e/ou mundial. É importante destacar, ainda, que José Simão não usa a forma tradicional (diagramação, fotografias com legendas) para ironizar assuntos de grande repercussão, como faz Agamenon. Por outro lado, Simão produz uma espécie de sátira escancarada, dizendo o que pensa em seu próprio nome.  Agamenon se traveste de um personagem fictício, que deixa seus autores um tanto quanto velados (ademais, o texto da coluna é escrito em conjunto, o que ameniza as opiniões individuais de Hubert e Marcelo Madureira). À propósito, foi lançado esse ano o filme As aventuras de Agamenon: o repórter , que revela a vida do personagem que intitula o longa-metragem.
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sexta-feira, 16 de março de 2012

Atajo, carajo! [Carlos Jáuregui] #1


No vocabulário das agências de turismo, ir a um show do grupo ATAJO não seria exatamente uma “atração obrigatória” para os que visitam La Paz-Bolívia. Porém o programa vale a pena para quem quiser conhecer mais o país para além dos passeios guiados e dos grupos bolivianos que tocam suas “flautinhas” mundo afora. Saibam um pouco mais sobre esse show presenciado por dois viajantes bárbaros em sua passagem pela Bolívia.

Do estereótipo à diversidade

O Atajo foi fundado em 1996 como um grupo de blues com letras de protesto, mas, desde então, seu som ganhou complexidade e variedade sem perder sua atuação política, que inclui até a participação na campanha de Evo Morales à presidência. Hoje, quem vai ao show do Atajo tem praticamente um panorama da atual cena musical boliviana e de algumas demandas sociais desse povo.

Na mesma noite em que se ouvem ritmos tradicionais bolivianos como Morenada, Hayño, Saya e Tonada, também há espaço para sons importados como o blues, o rock, o reggae, a música rancheira mexicana e a copla argentina. Tudo com um ar meio “cult”, mas sem excessos, já que a banda não ignora o ritmo mais ouvido pelas classes humildes do país e desprezado pelos “intelectuais”: a cumbia.

Tanta versatilidade pode levar o internauta a pensar que estamos falando de uma espécie de banda de baile, mas não se trata disso: esse repertório tão variado (de Calcinha Preta à Arrigo Barnabé numa analogia improvisada com o Brasil) é autoral em sua maior parte, com dois ou três covers por show.


Descobertas e decepções

Quem estiver passeando pelo país e for a algum show terá uma amostra bem “honesta” da Bolívia, mas sem uma única nota executada com as famigeradas flautas andinas. Não que elas sejam de mal gosto, mas já estão “obviamente acessíveis” a qualquer visitante.


A seguir o clipe da canção “Que la DEA no me vea”, que fala sobre a cultura da coca na Bolivia e se posiciona contra qualquer interesse estadunidense pela erradicação dessa folha e dessa tradição:


Acesse o site da banda.
















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sexta-feira, 9 de março de 2012

Teste de postagem

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